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11.10.10

NOTA MENTAL

Sobre a Operação no Joelho direito, eis algumas palavras:

Vou te contar... é uma luta diária, é uma dor que não passa.... minha sina... mais uma delas...
Dói, cansa, limita, me enche de depressão e em alguns momentos tenho dúvidas de que realmente isso vá ficar bom e que eu volte a andar sem muletas.... Um joelho totalmente mecânico, recoberto por uma pele que não reconheco ser mais minha, uma perna que só é sentida até a metade e um pé que parece que foi colocado lá no final só pra enfeitar...Sinto saudade dos amigos, sinto saudade da minha outra casa, sinto falta até do frio que não posso sentir pela janela constantemente fechada do meu quarto.Me apóio apenas na idéia de que um dia... um dia certamente voltarei a ser eu.

Desabafos da manhã....

25.9.09

EU CONHEÇO ROSAS & RENDAS

Eu conheço Rosas & Rendas
E conheço uma moça feita delas
Rosas, porque são belas, simbolizam, paz, amor, sedução
Rosas, porque contém espinhos que machucam aqueles que os fazem mal

Eu conheço Rosas & Rendas
E conheço uma moça feita delas
Rendas, porque simbolizam sabedoria e paciência
Rendas, porque unem diversos pequenos pontos, que sozinhos não seriam nada.

Eu conheço Rosas & Rendas
E conheço uma moça feita delas.

20.5.09

ENTRE CORES E PALAVRAS

sem o antes nem o depois
rabiscando querências no hoje
deixei o tempo lá fora
atiçada, instigada
seduzida, envolvida
criando a ilusão murmurada
num silêncio colorido
pintando a quatro mãos
os vazios da solidão

ao som de: [pq? pq tem tanto sentimento deve ter algum que sirva.]

23.4.09

QUERER

Eu te quero
Não pela sua beleza,
Eu te quero, pela sua sabedoria, pela sua cultura
Nunca pelo seu dinheiro,
Eu te quero pela conquista,
Não te amo, talvez nunca amarei,
Mas ainda assim EU TE QUERO
Quero roubar suas idéias e trair seus sentimentos,
Dizer que TE AMO pra depois mudar de idéia,
Te quero como a um capricho de menina-moça,
Não te amo, e provavelmente nunca amarei,
Mas certamente te conquistarei porque,
Eu te quero!!

24.3.09

SURTOS DE UMA CAPITU DESVAIRADA - III

vejo
não enxergo

latente

crescente

deliberadamente

temo
desprendo
rabisco palavras

arrisco

gestos
escorrego

em memórias

desajusto

o relógio

início?

fim?
da paz


em mim...

ao som de [pq? pq tô brigando com 'o tempo']:

9.3.09

LIRU-LIRU-LIRU

suspiro
toques

respiro
aromas

transpiro
ansiedade

espirro
medo


do toque...
...retoques

do aroma...
...flor

da ansiedade...
...serenidade

do medo...
...ausência.

ao som de [pq, bem pq gostei dessa versão e ponto...]:

3.3.09

SAZONAL

Subo além da soberba
Assusto sua sombra
Salve-rainha da solidão
Sutileza sopesa paciência
Sou somente solstício

Subo além da sombra
Assusto sua soberba
Salve-rainha da paciência
Sutileza sopesa solstício
Sou somente solidão

Subo além da paciência
Assusto sua solidão
Salve-rainha do solstício
Sutileza sopesa sombra
Sou somente soberba

Ao mestre com carinho...

9.2.09

NHAC!

no imprevisto de memórias desassosegadas
escuto o suspiro do desejo
entregando-me aos beijos
deslizando de suor os corpos...

...desejados e desprendidos num só delírio
intempestivos e intensos e invasivos...

...meu e teu, teu e meu
sem lembranças ou esperanças
de um passado que nunca existiu
ou futuro que não existirá.

ao som de:


23.1.09

THIS IS ALL I NEED

"Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual,
porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade,
não sei viver de mentiras,
não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!
Gosto dos venenos mais lentos,
das bebidas mais amargas,
das drogas mais poderosas,
das idéias mais insanas,
dos pensamentos mais complexos,
dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
- E daí? Eu adoro voar!"

Clarice Lispector

Ao som de Adele: "as pessoas que eu conheço são a maravilha do meu mundo"

22.1.09

LINGUAGEM CORPORAL II


Olho-nu.
Olho de curiosidade e querer,
Olho químico de paixão à beleza que só ele crê,
Olho-gordo de descoberta dos corpos,
Olho travesso para espiar as carnes nuas
Olho estrábico enxerga pernas emaranhadas
Olho nascente, onde brota água de desejo puro,
Olho saciado jorra rio contumaz.
Olho efêmero é mais olho que barriga
Olho lacrimejante vê o rio seguir seu curso adiante
Ilusão Óptica. Não passamos de pedra no curso das águas,
Traído olhar calado que a terra há de desfazer
Já que fartos estão os olhos de tanto eu com eles te comer.

LINGUAGEM CORPORAL I


Pé ante pé
Pé frio
Bicho de pé
Pé na cova
Pé na bunda
Pé chato
Pé no freio
Pé de vento
Pé de valsa
Pé direito
Pé na estrada
Pé de serra
Pé na areia
Pé de chinelo
Pé de anjo
Pé quente
Pé firme
Pé na tábua

24.12.08

CÍRIO DE NATAL

A
bro
a gaveta
tiro o Natal
Pouso leve
Fina
t
r
a
n s
parente
toalha de Cam
braia sobre a
mesa de antes
cheia em Cor &
Sabor lembran
ças reunidas
Infância Comi
lança Primos
Picuínhas Pirra
ças Fofocas Na
moro Casamen
to Nascimento
...Ausência...
... Saudade...
Arde a Chama
dos amigos de
toda eternidade



Círio (do latim Cereus = vela grande) representa para os cristãos no Natal, a Luz que Jesus trouxe ao mundo.

10.12.08

SURTOS DE UMA CAPITU DESVAIRADA - I

éramos dois corpos suspensos
no espaço e no tempo
sombras de um conto mal contado

perco
faço
vejo
re-vejo e re-faço

brilhos de intensidade do desejo
momentos eternizados
do lado de cá guardados


crédito da imagem: Filipe Pereira

4.12.08

ELEMENTAIS

Ao que não me atento,

preenche a ilusão.

Fértil. O que me habita é imaginação.

Ao toque na terra, padeço,

não há chão.

Há apenas outros

em sólida construção.

Não tenho ninho,

apenas uma ou outra constatação

de uns tantos perdidos

que aos rasantes bailei.

Ao relembrar do alto, me lanço.

Selvagens são livres

Sem asas, por aí se vão.

Essenciais como vento,

elementais o são.

29.10.08

FRATURAS

o corpo mal tratado...
perde-se da alma
solta um sussuro

de.
ses.
pe.
ra.
do

quase apagado

medo da vida
da perda
da alma

crédito da imagem
tela - sons da alma de Miguel Westerberg

28.10.08

CORTEM-ME A CABEÇA

Um fiapo curto de luz entra pela janela aquecendo as pálpebras adormecidas. Anúncio do despertar, colocar-se de pé, renegociar com o alicerce do ego.

Um naco de esperança de que esse dia será o melhor, porque é o dia da conclusão.

Os olhos impacientes, vidrados na tela azul do computador que também se inicia.

Primeira letra, primeira sílaba, primeiras palavras, brotam contínuas, até que se perfazem três laudas, uma cacetada de caracteres e uma releitura para saber em que pé estamos.

Na cabeça as idéias não param. Se fosse somente por ela, não fossem as críticas, as licenças poéticas, dar poder, dar força ao texto, estaria o livro concluído como um balaio de gato.

Não fossem as releituras e seus cortes intrínsecos, teria muito além de três míseras laudas, mui ralas para exprimir mais do que uma rusga de um livro perfeito que carrega em sua cabeça gorda. O consciente delata mais algum corte, reescreve.

Os olhos espreitam o relógio que cutuca com as horas, como se houvesse um tempo determinado para exprimir a exata medida, a frase perfeita dentre outras tantas milhões de frases, que percorrem do dedo do pé até o último fio de cabelo.

Pregada à cadeira, colada na gosma da lesma, que enxerga o mundo com olhos de vidro, coisas que não são pertinentes ao mundo real, mas que precisam ser ditas, de tanto observar são mais reais a mim do que a qualquer outro.

Vazio, melancolia, o choro, não há verdade absoluta, o que expresso é temporário, não consigo parar o tempo, não consigo parar as idéias, é pobre a maneira de expressar, ainda não é exímia à maneira de preencher o branco da folha, precisa de mais, mais vivência, mais ciência, mais poesia, mais insônias.

Salvo o texto, mas não o salvo do sentimento inquisidor, da frustração inconclusa, do grito contido pela idéia que precisa, mas ainda não pôde ser repassada adiante. Resta a folha vazia, a idéia manca, os olhos inchados, e a soberba de que vou insistir até preencher a última página, da última folha do último capítulo.

21.10.08

CAROCHINHA RELOADED

Por favor, pare.
Quem eu?
É, deixa eu te sentir
Por que deveria?
Porque teu cheiro é muito bom
É mesmo, e como sabe?
Persigo o rastro da sua trilha
O que quer?
Olhar, tocar, beijar
Insano
Não fuja, preciso de você.
Precisa como?
Devorar-te.

ao som de:

6.10.08

EU COM OS MEUS

Só chove, além das navalhas, escorrem barbearias. Mas, tão de bem o cinza parece prata. O vento é só um afago. O tempo não é um moinho. O que ilude a íris cansada, não é céu à chuvarada, mas a falta de firmeza na passada. Não há mau tempo que resista à pés no chão e uma boa dose de gargalhada.
ao som de:

22.9.08

SAUDADE

Saudade é um troço estranho
A gente sempre sente saudades quando percebe que algo mudou
Sempre, o que havia antes era melhor do que há agora,
Sempre ficamos com a sensação de que o tempo devia ter sido melhor aproveitado...

Saudades,
Sinto saudades das tardes na casa da minha avó
Sinto saudades de ser pirralha
Sinto saudades até das espinhas da adolescência...

Saudades,
Sinto saudades das noites regadas a cerveja com meus amigos
Sinto saudades dos meus amigos
Sinto saudades do meu amor e das noites tranquilas vendo filmes...

Enfim...
Vai entender...

O troço estranho este

19.9.08

E VAMOS QUE VAMOS

frustrações...
...inspirações...
...pirações

e a vida continua entre a tênue linha


e como diz chico buarque de holanda... a gente vai levando, a gente vai tocando, a gente vai tomando, a gente vai dourando essa pílula!

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e enfim chega a sexta feira, fim de semana é longe do pc, então o último a sair apague a luz e feche a porta! beijo na boca de quem quiser