12.2.10
28.10.09
É NÓIS TUDO, AMÉM!
e não é que doeu na alma:
15.10.09
EM TELAS, UM ÍNTIMO
Mar de obscuridade
e deriva.
Cansa olhar uma linha
... horizonte.
Barquinho de papel
arrastado pela chuva,
faz chorar a moça
atrás da janela.
Preguiçoso lençol
Inundado pela criança
com medo
do escuro do sonho.
O cego e o desejo:
A intimidade
de ‘ver’ o tempo
intimidado.
Um corpo de mulher
pelo avesso,
pendurado,
no varal a quarar.
Tanta tela, tanta tinta, tanta forma
entre quatro paredes. Uma exposição.
21.5.09
NA GRAÇA DO AR. UMA LÁGRIMA
eu
mais
perfeito am
or Pela distancia
Pela saudade Pe
la coisa dé-mo-dé
que chamam lealdade
Pela conversa aberta
Por me desejar com tanta
vontade Dois que não sabiam
dar um nó, emaranharam-se
numacoisasó Da carne ao pó
sou sua sem medo
Raridade
Ao som de: "A place called home", pq mesmo sem o tempo...
vivo nele a inspiração que me ronda.
29.3.09
GATUNA
entala com a espinha do verbo agir.
Observa becos e seus telhados envidraçados por onde no escuro
gosta de gatear.
Na noite, seus espécimes de tão diferentes, são pardos e a gata
fazendo nhé nhé nhé por tudo quanto é ladeira.
Não fosse a bichana de Nietsches, umbandas e quizumbas botequísticas
acostumada a cantar pelos muros e a levar sapatadas, não estranharia
a felina sapiens se render com olhar agateado, a ronronar
num peito que é tão vadio quanto o dela. Preguiçosa, a largada
estica todo o corpo querendo aquilo a que paciência diz não.
E de tão gata já está até virando um cão uivando pra lua sem conseguir
atravessar uma porra de um portão.
Shout:
26.3.09
ENTALADA
Encaixotada
Almiscarada,
Enrabichada,
Avoada,
Empregnada,
Alucinada,
Intoxicada,
Abocanhada,
Mimada,
Arrepiada,
Preocupada,
Mal educada.
13.3.09
8.3.09
A SÓS
Sete meses que sete anos não puderam inventar
Suave é o ar que raízes certamente iriam ceifar
O que valeria viver mais do que amar e ter coragem de nada esperar
Orar o silencio do choro que minha boca não cansa de beijar
Por saber que tua natureza e a minha foram perfeitas em declamar
Que só o que querem é sozinhas aprender a voar
Estamos cá dentro de nós...sós
3.3.09
SAZONAL
Assusto sua sombra
Salve-rainha da solidão
Sutileza sopesa paciência
Sou somente solstício
Subo além da sombra
Assusto sua soberba
Salve-rainha da paciência
Sutileza sopesa solstício
Sou somente solidão
Subo além da paciência
Assusto sua solidão
Salve-rainha do solstício
Sutileza sopesa sombra
Sou somente soberba
Ao mestre com carinho...
19.2.09
BLÉÉÉÉÉÉ
desconcentra,
emburrece,
desconcerta,
enlouquece,
É essa é a pegada, aquela que deixo na areia pra água do mar apagar
e com o mesmo respeito ao seu yin e “young”.
Mergulho de olhos bem abertos num susurro para com toda vida marinha,
que nada do que é dito desagrada,
mas encanta mais toda concordância.
13.2.09
O AMOR NOS TEMPOS DE CRISE
o mercado mundial parou e bons trabalhadores perdem sua dignidade.
Eu apolítica vivo o amor, não aquele em que se juntam os trapos,
mas os cobradores, os meus, os seus, os nossos. Rezo para o Obama todas as noites,
para que ele diga: Calma minha gente que o buraco é mais em baixo!
E com fé inabalável peço ainda para que Lula, Evo Morales e Hugo Chavez
caiam num buraco e desapareçam.( É matar três com uma SAPATADA só)
Tudo que quero é aposentar as chuteiras. Alá! Por que é que não joguei futebol?
Que o amor não morra de cólera nos tempos de crise, que as pessoas parem de ensaiar suas cegueiras e enxerguem a especulação, e que a insustentável paciência seja a leveza do ser. Ensaboa mulata, ensaboa...
Sim to chapada de anti-crise!
Uma ajudinha pra engolir a pílula:
3.2.09
ENCASULADOS
quero amá-lo para sempre
Todo dia, toda noite, toda hora mal acabada
Na verdade que saiba meu coração. O quero livre!
Livre da ilusão de que perfeito jamais me fará mal
E assim, mal jamais me fará.
Quero dar meu corpo a ele sem nenhuma reserva
Ser sua menina, sua engraçadinha, sua mulher.
Quero aninhá-lo em meu eterno estado de ninfa
Impróprios aos vizinhos na rotina dos sussurros
escandalosos de uma saudade que nunca se acabe
Isolados em corpos selados e mentes abertas
Que tenhamos, pois, todo o tempo do mundo
sem nunca chegar o tempo de sabermos quem realmente somos
E que pelo menos uma vez o eterno seja mais,
do que o infinito enquanto dure.
23.1.09
THIS IS ALL I NEED
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual,
porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade,
não sei viver de mentiras,
não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!
Gosto dos venenos mais lentos,
das bebidas mais amargas,
das drogas mais poderosas,
das idéias mais insanas,
dos pensamentos mais complexos,
dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
- E daí? Eu adoro voar!"
Clarice Lispector
Ao som de Adele: "as pessoas que eu conheço são a maravilha do meu mundo"
22.1.09
LINGUAGEM CORPORAL II

Olho de curiosidade e querer,
Olho químico de paixão à beleza que só ele crê,
Olho-gordo de descoberta dos corpos,
Olho travesso para espiar as carnes nuas
Olho estrábico enxerga pernas emaranhadas
Olho nascente, onde brota água de desejo puro,
Olho saciado jorra rio contumaz.
Olho efêmero é mais olho que barriga
Olho lacrimejante vê o rio seguir seu curso adiante
Ilusão Óptica. Não passamos de pedra no curso das águas,
Traído olhar calado que a terra há de desfazer
Já que fartos estão os olhos de tanto eu com eles te comer.
27.12.08
COM QUE CALCINHA EU VOU?
24.12.08
CÍRIO DE NATAL
a gaveta
tiro o Natal
Pouso leve
Fina
t
r
a
n s
parente
toalha de Cam
braia sobre a
mesa de antes
cheia em Cor &
ças reunidas
Infância Comi
dos amigos de
toda eternidade
Círio (do latim Cereus = vela grande) representa para os cristãos no Natal, a Luz que Jesus trouxe ao mundo.
12.12.08
4.12.08
ELEMENTAIS
Ao que não me atento,
preenche a ilusão.
Fértil. O que me habita é imaginação.
Ao toque na terra, padeço,
não há chão.
Há apenas outros
em sólida construção.
Não tenho ninho,
apenas uma ou outra constatação
de uns tantos perdidos
que aos rasantes bailei.
Ao relembrar do alto, me lanço.
Selvagens são livres
Sem asas, por aí se vão.
Essenciais como vento,
elementais o são.