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20.4.10

ATADOS NUM LAÇO TRAÇADO

num risco finito
perdidos em labirintos traçados

desafinados sem joões ou gilbertos
destemidamente sem compassos
com melodia sem ritmo
convenientemente dançam enlaçados

da lama ao bom grado
somos o luxo do lixo atados

3.1.10

"após 10 anos do 'final dos anos' que os centímetros dos sapatos ultrapassem a circunferência dos nossos umbigos"

3.11.09

UM NÃO QUERER TÃO QUERIDO

menino que fascina
me rabisca, me apaga e me afaga
na querência do não querer
me dôo além de mim
num querer alucinado
sem razão, sedento de paixão
sem saber o quanto
e nem até quando
ainda assim, te amo

16.6.09

pega
ele.va
na leva.da
não nega
nem rega
....
...
..
.
.
.
.



.

queda



c
o raio
páro
sem para-raios


mas o choque
não páro
sem para-choque
caio
....
...
..
.
.
.
.



.

dis.traio
não te traio
te a.traí
me traí
t.,
vivi!

sem o oco
solto o grito
no conflito
aflito

de senti.mentos
surgi.dos em momentos
sem lamentos...
...tormentos...
...questionamentos!

se sua
se meu
se quero
não sei

recupero
espero

sem princípio...
...um meio...
...de enorme receio.


3.6.09

MAS HEIN? - III - O FIM

pq?

pq o meu diário é meu e só meu, e de ninguém mais...

nem da vasta consciência
nem da lembrança
nem da inocência
nem da esperança

o que é meu é meu

res-guardo
tranco
7
6
10
20
CHAVES

sem as claves da partitura
sem doer a dor da ditatura
do que não fui...
...não quero...
...não espero!

sin.cero sou

mas hein?

se.certo, in.certo

fui!



*********************************************************

nhé! não deu, não acompanhei a linguagem, entrei com alguns textos, mas mas mas, mas hein? me pareceu um diário... pedi demissão, sem aviso prévio, mal.efícios nem nada... sorte aos guerreiros, sempre!

20.5.09

ENTRE CORES E PALAVRAS

sem o antes nem o depois
rabiscando querências no hoje
deixei o tempo lá fora
atiçada, instigada
seduzida, envolvida
criando a ilusão murmurada
num silêncio colorido
pintando a quatro mãos
os vazios da solidão

ao som de: [pq? pq tem tanto sentimento deve ter algum que sirva.]

5.5.09

MAS HEIN? - II

A ARTE DO PÉ NA BUNDA

Quem nunca levou ou deu um pé na bunda que atire a primeira pedra. Eu já passei pelas duas situações 'ene' vezes na minha pacata vidinha, e com absoluta segurança afirmo:

Receber um ponta-pé no traseiro é uma das artes mais difíceis mas não a mais difícil delas, e não afirmo isso apenas pelo fato de ter uma bunda, digamos não muito "a lá" Carla Perez...

Dar um chute naquele que não mais te preenche, é uma tarefa bem mais simples, pode-se usar aquele velho papo idiota do: "você merece alguém melhor", "eu não sirvo prá você", "a culpa é minha, sinto muito" e blá blá blá blá blá. Afinal, foda-se! ele que se vire de como sair dessa numa boa, afinal você já vomitou elegantemente um: "Não te aguento mais, sai daquiiiiiiiii!". Os carinhos e os toques vc não mais quer. Ele que se vire com sua dor e sua ausência.

Agora, não perder o rebolado e a compostura quando o equilíbrio lhe é tirado de sopetão, com um chute de uma hora prá outra [ou não, afinal ele pode ter mandado sinais que você ignorou] exige muito treino e dedicação.Você respira fundo, olha prá ele de cima abaixo, sente-se muito mais poderosa, e com um ar blasé, apenas diz: _ Entendo, entendo! Ainda que o seu corpo suplique por aqueles carinhos e toques e que você vá tomar um porre e chorar horrores se sentindo uma completa imbecil.

Já quando você toma uma rasteira, a coisa também fica bem simples de ter um ponto final, afinal você não nasceu um saco de porradas e por mais que os ematomas estejam roxos de raiva e doendo na alma e, infelizmente [ou não] você não aprendeu a "arte do perdão" e os chifres estão ali, martelando na sua linda cabeça com cabelos tratados a xampú importado, mandar o cachorro ir comer a cadela longe dos seus olhos inchados e com óculos escuros que custaram os olhos da cara, torna-se uma tarefa até simples, apesar de gritada e doída!

Agora, o foda mesmo é quando o paspalho [ou não, a palhaça pode ser tu] consegue fazer com que as coisas se misturem de uma tal forma que não há lição aprendida da vida que te ajude.
O típico sujeito que não come nem sai de cima, que aparece e some como num passe de mágica, que parece que quer mas não quer ao mesmo tempo. Que você diz o quanto ele tem significado na sua pacata vidinha e ele apenas responde: _Entendo, entendo! Mas hein!? Será que sair dessa com elegância se resume em dar passos de marcha-ré em qualquer dicionário da conquista [leia-se, ser apenas sincera] e partir com um monte respostas em branco?

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post casadinho com o mas hein!?

4.5.09

REFLEXOS

Acordou, olhou-se no espelho e não se reconheceu. Naquela mulher havia um imenso vazio, que não era nem gelado nem quente... apenas vazio... um vazio que de tão morno chegava a ser confortável.

confortável... silencioso... oco... desocupado...

O espelho refletia seu olhar vago, perdido no vazio do tempo, das palavras, do pensamento, das expressões só prá si guardadas.

Apagou a luz, cobriu o espelho, matou sua alma por uma vez mais, guardou o que não lhe acrescentava em baús coloridos, renasceu mais uma vez, porque sabe que enquanto guarda o seu vazio, é também guardada e aguardada por ele.

27.4.09

ASSIM, FOI

sentindo seus desejos
entreguei-me

desenhei fantasias
escrevi poesias...

...O tempo passou...

...as vontades eram somentes minhas...

canções mudas
orquestra calada
sem compreensão,
reação,
inspiração

apaguei o silêncio
risquei a ilusão
ansiando traçar uma nova canção.

ao som de: [pq? pq eu tô super 'arnaldo antunando', mas se alguém quiser me levar prá passear no seu disco voador não vou achar ruim]


23.4.09

MAS HEIN? - I

Olá personas do bem [ou não] que passam d4 por aqui. O lance é o seguinte, fui convidada a contribuir no tão nobre blog mas hein? num seguinte diálogo:

_ Carol, tu gosta de mandar todos se foder né?

_ Credo, que imagem que vc faz de minha doce criatura!

_ Então, estou convidando a doce criatura a tocar o verbo foder no mas hein?.

Pouco tempo depois subi a rua Augusta [não a 120 por hora, mas lentamente] filosofando sobre o verbo "foder".

Tem pessoas que falam fuder, eu, particularmente adoro mandar de boca cheia um VAI SE FODER! PQP FODEU! VÉÉÉIIII, ME FODI! e assim por diante.

Depois comecei a pensar em quem eu gostaria de mandar se foder primeiro, e pasmem, descobri que gostaria de me auto-foder, quer dizer, mandar eu me foder, bem no estilo: _ Carolina, vá se foder!

Não, não é uma auto-foda, do estilo auto prazer, masturbação e tals, e sim um auto-clique. No melhor estilo, se liga malander, ou o simples: Ligue o botão do foda-se, Carolina!

Aí pensei, mas hein? foda é bom, essência da vida, deixa a cútis uma beleza, os olhos brilhando, o sorriso estampado no rosto... Então porque é que é que as pessoas tanto se ofendem quando escutam um: _ Vai se foder?

Vou passar a responder logo na lata, para pessoas do sexo oposto:

_ Se vc me acompanhar meu bem e prometer ser digno, pq não?

e para as do mesmo sexo:

_ Nhoim meu docinho, vc até é ajeitadinha e eu até acho que se apaixonar por uma mulher deve ser mais fácil, juro que até já tentei, mas infelizmente não curto o babado, mas prometo que foderei gostoso assim que possível e lhe apresentarei alguém que possa ajudá-la na mesma tarefa.

[mas hein? definitivamente é bem mais simples falar com o sexo oposto, notem como resolvi em menos linhas o tal ato foder]

Depois, desvirtuada do foder [vulgo xingamento] pro foder [vulgo sexo], percebi que pratico os dois com prazer e quero mais é que se fodam os que julgam isso uma ofença e que fodam muito aqueles de bem com a vida [ou não].

Mas hein? Quem eu quero mandar se foder ou foder? Pode ser vc, seu vizinho, o cara da padaria, o locutor da rádio, tanto faz...

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Nhá, os posts de lá serão casadinhos com os do d4, mas os daqui não necessariamente, até pq naquele sítio não pretendo fazer nem poesia, nem prosa, apenas a boa e saudável suruba virtual escrachada.

Um beijo um tanto fanho e let's blogar.

22.4.09

A ARTE DE VIVER

Cansada de parecer forte, imbatível, incapaz de desmoronar pelos motivos mais fúteis [ou não]. De de ser sempre o ombro amigo, o colo, o afago, o apoio, o ouvido, estava cansada de ter sempre as palavras e os conselhos propícios para o momento. De ser o pai, a mãe, o irmão o avô.

Gritou, pelos seus erros e também pelos erros dos outros. Explodiu em risos e lágrimas. Espantou, emocionou e se entregou.

Ahhhh, como era bom sentir-se liberta daqueles nós que a sufocavam. Como o mundo parecia ainda mais gigante sem toda a carga de carregar o ar de mocinha leve, feliz e sempre de bem com a vida. Como podia ser prazeroso deixar-se abalar e demostrar os tremores sísmiscos aos seus sem máscaras, nhé-nhé-nhés e blá-blá-blás.

No meio da tempestade de sentimentos a flor da pele, deu-se conta, mais uma vez, que a história da vida surpreende sem avisar, pegando de sopetão os despreparados. E ela que se sentia preparada para o que der e vier, mais uma vez se deu conta que não ter fé em nada deixa um enorme vazio quando ficamos cara a cara com a morte. Que estar sozinha não muda nada, pois é um estado conhecido e até algum tempo atrás, desejado.

No fundo sabe, que ainda será surpreendida pelo medo da perda da vida de quem ama e que só sentirá falta da tal da fé nessa ocasião, que muitas vezes mais irá se entristecer por viver uma história com intensidade unilateral.

E ela no fundo sabe, que viver, so-breviver e escrever a história da própria vida é um enorme desafio recheado de dramas, romances, ações e comédias.

ao som de: [pq? pq no meio dessa feijoada de sentimentos, ganhei de brinde a gripe do frango]

14.4.09

CICLOS

Ele que trazia conforto e confusão. Que plantou, regou, aflorou e matou. Que veio e voltou qdo ela menos esperava.

Juntos escreveram um conto, com final inusitado, mal contado, nunca apagado.

Ela que acreditara novamente no amor queria viver toda a dor de vê-lo morrer. De tanto querer viveu uma daquelas desilusões de ficar se achando burra, feia e inútil. De se afogar em filmes românticos para chorar. De ouvir as músicas mais tristes e cantar sinfonias doídas sentindo pena
de si. Se drogou de outros para encher o próprio ego, vestiu máscaras para não mostrar seu lado romântico que agora julgava ridículo.

Ela que sempre soube que seria cansativo correr do amor, sem medo ignorou todas as súplicas e continuou emprestando apenas seu corpo, jamais sua alma.

Ele que por meses deixou um imenso vazio recheado de interrogações, reaparece cheio de vontades, apertando-a com tanta força que os pulsos do desejo voltaram a tocá-la e o mesmo tempo enojá-la.

8.4.09

DA SÉRIE AS DORES E DELÍCIA DE SER MÃE - VI

Ontem no início da noite um amigo artista plástico passou aqui em casa e trouxe em esboço de uma arte que é o desenho de uma mulher nua, e deixou para as terrôs pintarem.

Elas estavam no térreo brincando, subiram, tomaram banho, mostrei para elas e elas foram jantar.

Diálogo enquanto jantavam:

Maria: _ Mãe os desenhos dele são engraçados, né?

Ceci: _ Pq esses artistas sempre desenham mulher pelada?

Luiza: _ Vc não vê nos museus sempre tem quadro de mulher pelada, escultura de casal pelado... É porque antigamente eles não tinham vergonha na cara!!!

Eu: _ Credo, cruzes Luiza! vc sabe que não é esse o conceito e o artista que desenhou nem é antigo.

Ceci: _ Então ele não tem vergonha na cara!!!

E estão ansiosas prá chegar da escola e pintar a tal pelada...

7.4.09

VIRANDO A PÁGINA

foi um instante
como um sopro rompante...
...breve...
...dilacerante.

sem medo do que disse...
...rimei...
...ansiei...

...sigo meus passos
ouço o relógio gritar
que o tempo em mim não vai parar
e será sempre assim...
....criando e cultivando....
...o que quero no meu jardim.

30.3.09

FRASE DE HJ - VIII

AUSENTE DE MIM

pq o trabalho me bebe, me come e me consome.

sem filhas, sem amigos, sem cerveja mas com gar.ga.lha.das sempre, pq rir da própria desgraça é sempre o melhor antídoto.

ilustrada por: [pq nosso motorista e nosso gps nos levaram para fotografar as bocas mais bizarras]



ao som de: [pq de tão cansados e toscos imaginávamos estar tirando uma foto mas estávamos filmando, claro, sempre gar.ga.lhando]




24.3.09

SURTOS DE UMA CAPITU DESVAIRADA - III

vejo
não enxergo

latente

crescente

deliberadamente

temo
desprendo
rabisco palavras

arrisco

gestos
escorrego

em memórias

desajusto

o relógio

início?

fim?
da paz


em mim...

ao som de [pq? pq tô brigando com 'o tempo']:

23.3.09

FRASE DE HJ - VII

Dois ridícOlos e uma ridícOla perdidos no inferno.

pq? pq é o meu resumo no Just Fest, que valeu a pena pelo kraftwerk [ainda tô meio anestesiada, show do caraaaaleeeeo] e tbm pelas performances do Loko no show do radiohead.

ao som de [e não precisa "o pq"]:

19.3.09

MINHA MÚSICA DE HJ

pq? bem, sem medo de ser piegas, vai prá minha "alma gêmea da alma", aquela onde o sexo não existe, aquela que sei que o amor é eterno, que a cumplicidade é recíproca, que eu penso e ela fala, e ela fala enquanto eu penso, isso qdo não falamos juntas.

aquela que não tem medo de amar, que deixa a bola rolar, se entrega, vive, se apega e luta.

que esse amor que vi nascer deixe de ser ausente e a felicidade esteja presente todos os dias.

**********************

nhé! vou colar letra tbm... fazia tempo que não ouvia e qdo ouvi na hora pensei na história deles. pq já gargalhei mto dessa história, mas tbm já chorei junto... ai, que me dão um trabaaaaalho!

**********************

cuidá dum pé de milho, que demora na semente
meu pai disse meu filho, noite fria, tempo quente
lambada de serpente a traição me enfeitiçou
quem tem amor ausente já viveu a minha dor
no chão da minha terra, um lamento de corrente
um grão de pé de guerra, pra colher dente por dente

17.3.09

SOBRE A TAL DA PIRATARIA

Seguinte voyers d4, tendo a internet como ferramenta básica no dia-a-dia seja prá lazer, trampo ou pirações, não pude deixar passar em branco o fechamento da comunidade "Discografias" no orkut.

Sempre fui usuária e não vejo como "pirataria" fazer downloads, ainda que formalmente o seja. Do mesmo modo que acho que a internet tem que ser livre, inclusive os provedores já estudam meios de "sobreviver", pq esse não é um futuro mto distante.

Mas, porém, contudo, entretanto, como o papel de "rebelde sem causa" não combina comigo, convidei uma amiga e advogada de direitos autorais a dar uma rapidinha por aqui e dar uma clareada nos pontos de vistas. Então a qualquer momento terá um post assinado por Helô Ozi.

Aproveito que acordei com espírito democrático [como se nunca o tivesse tido] e caso alguém envolvido no assunto, músico, representante de gravadora, advogado ou qq outra função queira tbm dar uma rapidinha, acho válido, até porque cer.te.za que mtos do que passam por aqui são usuários sim da chamada "pirataria on line".

É isso, agora correr por aqui, que ao inves de usar o u.tube pra ver o festival dos 1.000 minutos, vou subir o morro e assistir lá no MASP mesmo.

Um beijo e um queijo, sonoro, prá quem quiser.

DO PEDAÇO QUERO INTEIRO

se pudesse escolher
entre o querer e o não querer
voltaria no tempo sem temer

olharia
sem sentir

conheceria
sem enxergar

cantaria
sem rimar

seduziria
sem gostar

falaria
sem pensar

agora, no silêncio do momento
sem notas, nem batuques, sem ritmo, nem nada
me guardo...
...aguardo...
...desejando...
do amante, o amigo
do corpo, a alma
da lembrança, a presença
do ontem, o agora

ao som de [pq? pq não pára mesmo]: